sábado, 18 de novembro de 2017

Opinião "As últimas linhas destas mãos"

"Podes não acreditar mas tive toda uma vida antes de tu existires" 
Disse-o uma vez ao meu filho, quando questionada sobre namorados. Ele olhou-me como se me tivesse crescido uma segunda cabeça. Sejamos produto de uma família feliz ou infeliz, unida ou separada, temos sempre dificuldade em encaixar que os nossos pais, assim como nós, tiveram aventuras, amores, desamores e um sem número de segredos que são parte integrante da sua vida antes sequer de sermos uma ideia quanto mais uma realidade. 

 Teresa só conheceu uma sombra pouco delineada do que era realmente a sua mãe Alice. Contudo, por vezes, já tarde demais quando revelamos contornes que mudam para sempre a nossa maneira de ver os que nos rodeiam e que julgávamos conhecer. Mas será alguma vez tarde demais para saber o que se esconde no passado? Para saber a verdade? Para perdoar?

Gostei da sinopse de "As últimas linhas destas mãos", tão fã de amores condenados e perdidos no tempo que sou mas foram as cartas de Alice que me prenderam a história. Corri os capítulos só para não saltitar de carta em carta. Tinha saudades de ler um livro que me recordasse uma paixão desmesurada. 

 "A Minha mãe dizia《está ainda nos vai dar problemasE dei. Anos depois. Numa idade em que já não deveria dar. Numa idade em que as paixões deveriam ser sóbrias, discretas e não lacerantes. 
... pensei que o meu tempo teria passado. Que as borboletas tinham emigrado, qual andorinhas, mas sem regresso. Que nunca sentiria o desconsolo da saudade ou a amargura da falta. Tanto que me enganei" 

 Devorei tudo num dia e no momento em que escrevo está opinião já passa bastante da minha hora de dormir mas precisava de escrever. Precisa de vos dizer que dobrei cantos, marquei cartas, sublinhei frases...que gostei. Que acho que deviam ler este livro, pelos amores perdidos, pela compreensão dos romances alheios e pela possibilidade de se encontrarem lá dentro em um ou outro promenor. Eu sei que me perdi na leitura mas encontrei-me na história.

E sabem a triste conclusão a que cheguei?
Estamos a meio de Novembro e eu ainda não tinha lido nenhum livro de um autor nacional :( sou uma vergonha.

"As últimas linhas destas mãos" de Susana Amaro Velho é uma novidade

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novidades Marcador :: Novembro

A Cor da Liberdade é a história dos anos presidenciais de Mandela, recorrendo às memórias que ele começou a escrever enquanto se preparava para concluir o seu mandato, mas que não pôde terminar. Agora, o aclamado escritor sul-africano Mandla Langa concluiu a tarefa, utilizando o rascunho inacabado de Mandela, as notas detalhadas e material arquivístico não divulgado. 

Com um prólogo da viúva de Mandela, Graça Machel, o resultado é um relato vívido e muitas vezes inspirador da presidência de Mandela e da criação de uma nova democracia.

O que acontece quando se vai contra o poder estabelecido?

Varoufakis provocou uma das mais espetaculares e controversas batalhas na história política recente quando, como Ministro das Finanças Grego, tentou renegociar a relação do seu país com a União Europeia. Apesar do apoio massivo do povo grego e da lógica simples dos seus argumentos, apenas conseguiu provocar a fúria da elite política, financeira e dos media da Europa. Mas a verdadeira história do que aconteceu é praticamente desconhecida - mais não seja porque os verdadeiros negócios da UE acontecem à porta fechada. 

Comportem-se como Adultos é um testemunho corajoso e uma chamada de atenção urgente para a renovação da Democracia Europeia.

Para mais novidades Marcador visitem o site aqui

Novidades Editorial Presença :: Novembro


Da autora de Tudo, Tudo... e Nós chega um novo romance O Sol Também É Uma Estrela.
A história de uma rapariga, um rapaz e o universo.

Natasha: Sou uma rapariga que acredita na ciência e nos factos. Não acredito no destino. Não sou de todo aquele tipo de rapariga que encontra um rapaz simpático numa rua nova-iorquina cheia de gente e se apaixona por ele. Não quando a minha família está a doze horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não será a minha história.

Daniel: Sou o bom filho, o bom estudante, correspondendo sempre às elevadas expectativas dos meus pais. Nunca fui o poeta. Ou o sonhador. Mas quando a vejo, esqueço tudo isso. Algo em Natasha faz-me pensar que o destino nos reserva, a ambos, alguma coisa muito mais extraordinária.

O universo: Cada momento das nossas vidas conduziu-nos a este momento único. Há um milhão de futuros perante nós. Qual deles se tornará realidade?



Nas vastas planícies do Egito, nas margens do Nilo, surge um herói. Taita, um escravo eunuco liberto, usa com subtileza a sua autoridade. Não só é um dos principais conselheiros do Faraó Tamose, como é também o guardião das suas irmãs mais novas, as princesas Tehuti e Bekatha.

O reino não está em paz. Enfrenta os ataques dos seus inimigos de sempre, os Hicsos do Norte. Taita, filósofo, poeta e um estratega militar exímio, prepara um plano para destruir os exércitos dos Hicsos. Este conduzi-lo-á a uma perigosa jornada pelo Nilo acima até à cidade mágica de Babilónia e, em seguida, mar adentro até Creta. É uma missão de alto risco. E Taita não poderá ignorar as responsabilidades inerentes à segurança das duas princesas Tehuti e Bekatha, cuja atração pelos guerreiros que lideram as tropas ameaça o seu plano meticuloso e o próprio futuro do Egito.

O Deus do Deserto é um épico pleno de ação, uma espécie de Guerra dos Tronos no Antigo Egito, onde a linha entre a lealdade e a traição muda da noite para o dia, como as areias do deserto. Wilbur Smith é um mestre na reconstituição histórica, repleta de intriga, ação e suspense.


Receitas ligeiras lidas num piscar de olhos, confecionadas num estalar de dedos!

Simplicíssimo Light não é um livro de dieta, mas sim a coletânea mais completa de receitas ligeiras, saudáveis, saborosas e variadas. Pretende responder à questão com o que o autor se debateu durante muito tempo, que é “como me alimento diariamente sem ganhar peso e ir mais além do que três folhas de alface, um iogurte e uma maçã?” 

Simplicíssimo Light partilha mais de 150 receitas para todos os dias, rápidas, fáceis e para todos os gostos, tendo em conta o fator nutricional e a manutenção da linha e da forma. Para tal, o autor associa sabores e ingredientes simples a técnicas de confeção saudáveis. Em cada receita é indicado o valor calórico de cada prato, se é sem glúten, sem lactose ou vegetariano.



Para mais informações sobre as novidades de novembro, visitem o site da Editorial Presença

«O Livro dos Homens sem Luz» de João Tordo - Opinião




«O Livro dos Homens sem Luz» explora a solidão e o desdobramento do homem em vários, seja em episódios de alucinação e loucura, seja em sonhos ou pesadelos, mas a verdade é que encontramos nestas páginas pessoas que se fragmentam em função das memórias, absorvendo dores que parecem não ser suas e, que ainda assim condionam as suas decisões e dias. 

Funcionando como um todo, unido por uma linha que conduz à auto-tortura, a uma certa demência e à constante solidão, encontramos quatro personagens essenciais e distintas, que pela força do que os atormenta, cruzam-se ao longo da narrativa. 

Num primeiro espaço, em «Diários de Londres», vagueamos com David por outras vidas tão sós quanto a sua, incapazes de perceber o verdadeiro sentido daquilo que procura quando escreve e para quem escreve, já que sabemos que o faz forçadamente por trabalhar para Roy, que desconhecemos e não sabemos se é inventado na sua cabeça perturbada e em luto. Aliás, fica-nos até a dúvida de o luto ser igualmente verdadeiro. Porém, em «Insónias» dá-se uma reviravolta que nos faz voltar a este primeiro momento, olhando-o com outra realidade.

"O que aconteceu foi que o tempo passou e, um por um, os dias chegaram e partiram. O tempo passou, indiferente, moroso, e eu passei com ele, e assim fui esquecendo. Esqueci o trabalho em primeiro lugar, tarefa muito mais fácil do que teria julgado. Não é possível negar que trabalhar para Roy não tivesse sido, a certa altura, um verdadeiro prazer. (...) Mas, ao mesmo tempo, esse é um mundo impossível de sustentar, no qual não se pode viver em estado lúcido, porque é como uma embriaguez constante que aturde os sentidos, que esbate os contornos de todas as coisas, que induz a maravilhosa fantasia de pensarmos que a vida está fora de nós."

Esta fantasia está ainda mais patente no relato seguinte, «Soterrados», em que Helena e Joseph se deparam com a a vida a acontecer com eles fora de cena e no entanto, a vida que lhes acontece num espaço exíguo e carregado de opressões consegue ser ainda mais opressivo fruto das transformações de ambos; ele embrutece mais com ela, mas rende-se e ela, usa a sua fragilidade para se adaptar e cuidar dele. É um relato estranho, sofrido, dono de uma densidade sufocante, onde esperamos a salvação ou o fim rápido que termine com o definhamento do casal.

"Mas mesmo Helena não era imune à tentação do esquecimento. Havia uma força invisível que por vezes a chamava, sobretudo nas longas horas em que, enconstada à parede junto das escadas, sem conseguir ver Joseph através do negrume, sentia que o andamento do mundo tinha sido cancelado e que ela era a última sobrevivente. A terra era um lugar vazia e o último homem encontrava-se preso num abrigo subterrâneo. Nesses momentos de solidão - uma solidão tão potente e irrevogável que julgava ouvir vozes à distância - parecia-lhe que o único destino possível era extinguir a luz e deitar-se sobre o colchão, onde se abandonaria. Parecia-lhe que o único final era apodrecer."

Irrevogáveis são também os efeitos da solidão e do abandono a que as personagens pautam o seu destino, vivendo num esquecimento e torpor que mesmo assim não esconde a escuridão da dor.

«A memória é a forma mais precária de documentação porque morre quando aquele que relembra morre, é como se a vida fosse o documento de si própria – uma vida que, a cada momento, se esquece de si.»


Novidades Edições ASA - Novembro


Sussex, 1937.
O verão é sempre uma altura animada para os Cazalet. Os irmãos Hugh, Edward e Rupert levam as suas mulheres e filhos para a casa de campo da família, onde se juntam aos pais e à irmã Rachel. Os dias soalheiros são preenchidos com jogos, piqueniques na praia, passeios e banquetes. São dois meses repletos de alegre confusão para o clã.
Mas nem este idílico cenário consegue afastar medos, dor e solidão. Hugh vive atormentado pelas memórias dos campos de batalha em França, e teme que o mundo entre novamente em conflito. O charmoso Edward tem assuntos mais mundanos com que se preocupar – desde que a mulher, Villy, uma ex-bailarina entediada, não descubra. Rupert, artista talentoso, descobre que não consegue ser simultaneamente bom pintor e bom marido. E a lealdade feroz de Rachel para com a família parece arruinar quaisquer perspetivas amorosas que possa ter.



Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio está surpreendentemente cheio de passageiros. A manhã seguinte vai começar da pior maneira. Embora o nevão tivesse isolado o comboio, impedindo quaisquer movimentações, um dos passageiros foi assassinado durante a noite. 
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais espantosos de toda a sua carreira. É que existem inúmeras pistas e outros tantos suspeitos, sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para mais, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso… de uma maneira a todos os títulos surpreendente!

Um Crime no Expresso do Oriente é um dos títulos mais emblemáticos daquela que é considerada a Rainha do Crime, e surge agora numa adaptação ao cinema com um elenco de luxo, com estreia a 30 de Novembro de 2017.



O amor não é uma tragédia ou um fracasso, mas uma dádiva.
Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.


Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas uma amizade que perdurará ao longo do tempo. 
O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.
Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude...



Tilda e Felix aparentam ser o casal perfeito. São jovens e belos. Ela é uma atriz em ascensão. Ele é rico e especialista em finanças. Mas, por detrás da fachada de harmonia, nem tudo é o que parece...
Pois Callie, a tímida irmã gémea de Tilda, tem observado o casal de perto. Algo não bate certo. Desde a perda de apetite à decisão de deixar de trabalhar, tem de haver um motivo para os estranhos comportamentos da irmã. Tilda parece definhar, adquiriu hábitos invulgares, esconde seringas na casa de banho, tenta disfarçar nódoas negras... A Callie também não passaram despercebidas as fúrias incontroláveis de Felix.
Intrigada, Callie recorre à Internet, onde conhece um grupo de apoio a vítimas de maus-tratos. Mas a situação não tarda a descarrilar. Quando uma das suas novas amizades é assassinada, a jovem começa a duvidar de si própria. E, de repente, também Felix aparece morto. Não há indícios de crime, mas esta morte parece demasiado perfeita... 
Suspense psicológico no seu melhor, Corpos Perfeitos dá-nos uma nova perspetiva sobre a obsessão, a violência que infligimos aos outros – e a nós próprios – ao mesmo tempo que revela o lado obscuro do amor e a força tremenda dos laços de fraternidade.


Novidades

Opinião "Perto Demais"


Incapaz de suportar o contacto com outro ser humano, Jubilee viveu a última década isolada na segurança da sua casa, graças ao dinheiro que a sua mãe lhe enviava, às encomendas online e à infalível companhia dos seus livros. Quando digo incapaz, digo que Jubilee é alérgica a pessoas. Não, não é aquela comichão que por vezes sentimos quando estamos rodeados de gente parva. Jubilee tinha realmente reacção alérgica ao contacto com a pele de outras pessoas, incluindo a própria mãe e nada bom adveio daí na sua infância e juventude.
Infelizmente tudo muda quando o ciclo da vida teima em actuar e Jubilee fica sozinha neste mundo. Obrigada pela primeira vez em anos a sair de casa, Jubilee aventura-se no mundo munida da pouca coragem que a sua doença lhe dá e um par de luvas.
Não é fácil mas é assim começa a aventura de uma vida, a continuação de um capítulo que esteve em suspenso demasiado tempo, tudo porque alguém tinha medo de viver por ter medo de morrer. Perceberam?
Mas com tanta coisa boa pelo qual viver, o quanto será que Jubilee vai arriscar?
Isto é...além da própria vida?

Podia aqui inserir a cartada de "quando Jubilee conhece Eric tudo muda" mas ainda bem que não é asism que se desenvolve a história. 
Eric tem tanto na cabeça que Jubilee é um mistério que começa a entrar de surra no seu subconsciente e que se torna uma boa distracção. Recém divorciado/separado, pai de uma teenager que não entende, padrinho e pai adoptivo de um miúdo que se perdeu algures nas fases do luto, Eric também não é uma folha em branco, na realidade até está bastante amarrotado emocionalmente. Gostei que o homem que entrasse nesta trama com uma personagem tão delicada como Jubilee tivesse também ele as suas fragilidades.

Na realidade, este romance, até antes de o ser, é uma prova que o apoio por vezes surge das direções mais imprevistas e nos métodos menos convencionais. Que a nossa casa não é só um local mas as pessoas que amamos e nas quais construímos as fundações da nossa vida e da nossa sanidade mental.
Mas o mistério de uma mulher bela e peculiar não deixa nenhuma cabeça em paz, especialmente uma que já funciona a 100kms/h com tudo o que se passa no seu dia a dia.

De todos os amores intocáveis, ninguém teve nenhum do calibre de Jubilee Jenkins. 
E a questão e, até que ponto estamos dispostos a arriscar quando além do nosso coração, tudo está em risco?!

E o fim, sabem que detesto adivinhar o fim mas soube bem chegar lá a sorrir mesmo com todos os tropeções de Jubilee, Eric e companhia.

"Perto Demais" é uma novidade Topseller que pode apelar ao nosso lado mais antisocial mas que nos faz querer apertar bem forte os que mais amamos.

Novidade Marcador :: "A Coroa"

Quem tem seguido a série de Kiera Cass?
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! 


Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Relembro a opinião aos restantes livros da série

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Novidade Porto Editora :: "Através dos meus pequenos olhos"

Uma divertida e emocionante história de amizade, amor e superação contada através do olhar de um cão muito especial.


Um cão-guia tem uma missão extraordinária: ser os olhos de quem não vê. A relação que se estabelece entre um cão-guia e o seu dono é baseada numa confiança e cumplicidade enormes. É desta profunda ligação que nos fala este livro.

Cross é um cão-guia muito divertido e brincalhão. Mario é um jovem invisual que está prestes a começar uma nova etapa da sua vida. Juntos, vivem mil e uma peripécias, aventuras, derrotas e triunfos e tornam-se absolutamente inseparáveis.

Através dos meus pequenos olhos é um relato emocionante que narra as peripécias de Cross no mundo dos humanos e nos traz uma perspetiva diferente sobre o seu e o nosso mundo.

Uma novidade

Novidades Topseller Novembro Parte 2


de Tom Fox
Serão todas as profecias verdadeiras? O relógio não para. Será tudo isto real?

Até quando pode uma mulher aguentar a injustiça sem erguer a voz?
Preste bem atenção, estimado leitor, pois aqui começará também a sua história, num mundo onde as aparências enganam e as coincidências não existem.






Esta novidades Topseller já se encontram disponíveis nas livrarias.

Novidade Planeta :: "Mirror Mirror"


O romance que vai deixar marca!
Romance sobre a amizade e a identidade e o facto de que as aparências podem enganar. Quando olhar para o espelho, o que vê?
Explora o complicado mundo da adolescência: amizade, amor, sexualidade, descoberta da identidade, triunfo, decepção...
Repleta de elementos pouco usuais, que deixarão admirados não só os fãs de Cara Delevingne como os que ainda não conheçam a polémica artista.

Uma novidade

«SÁBADO» de Ian McEwan :: Opinião



"Quem não dorme de madrugada faz um ninho com os seus próprios medos. Imaginar acontecimentos assustadores e esquemas para lhes escapar deve oferecer vantagens do ponto de vista da sobrevivência. Esse truque dos pensamentos negros é um legado da selecção natural num mundo perigoso. Na última hora esteve num estado de profunda insensatez (...) A incompreensão está generalizadas a todo o mundo. Como podemos confiar em nós próprios?"

Abrimos este «Sábado» às 03.40 com Henry Perowne, nu, contemplando o frio do quarto no corpo e apreciando essa sensação. Há também nele um certo despeito pelo que o rodeia, nada o incomoda para justificar aquela insónia; mas ainda assim teme estar a ver-se a ele mesmo num sonho, coisa que o desaponta, já que considera a realidade uma experiência muito mais rica. 

Analisa detalhadamente a Londres que consegue avistar da janela, pensa em Rosalind, a mulher com quem é casado e por quem continua a sentir um desejo sexual enorme e questiona casamentos falhados fruto de traições para as quais nunca se sentiu tentado; lembra-se da filha e das leituras que faz para se manter em contacto com ela; divaga por mudanças e exigências da sua profissão e das transformações dos últimos tempos no hospital, orgulhando-se da sua prestação. Continua a contemplar a cidade, avaliando-a à luz dos mais recentes eventos, como o atentado de 11 de Setembro. A mulher que se remexe ao de leve na cama, fá-lo parar por breves momentos as suas reflexões, mas volta rapidamente a um episódio que capta a sua atenção e o afasta de outros pensamentos como aqueles que tem sobre a criatividade do filho.

"A guitarra de Theo toca-o porque contém uma censura, um resquício da insatisfação mitigada da sua própria vida, do elemento que falta. Esse sentimento surge por vezes quando o concerto acaba, quando o neurocirurgião se despede afectuosamente de Theo e dos amigos e, ao chegar à rua, decide ir a pé e reflectir. Não há nada na sua vida que contenha aquela criatividade, aquela liberdade."

Talvez possamos ver neste longo primeiro capítulo, de um modo introdutório, um homem que se debate e procura conciliar o interno e o externo, exigindo da vida ou da idade, explicações e considerações que lhe mostrem a grandiosidade da vida. Uma grandiosidade em que ele tendia a creditar e a querer ver, mas sem esquecer o peso de um outro lado da realidade, pejado de maus exemplos. A História estava viva e alimentava bem as memórias e o pessimismo actual. Ainda assim, seguimos neste «Sábado» com um dilema que se alimenta das divagações de Perowne, dissertando sobre a fragilidade da vida, o pessimismo, o terrorismo, mas também o valor das artes: a música, o romance ou a poesia e o seu papel na rotina do indivíduo.  

"(...) o sobrenatural era o recurso de quem tinha uma imaginação insuficiente, uma incúria, uma fuga infantil às dificuldades e às maravilhas do real, à exigente recriação do plausível”.

As maravilhas do real, dominadas por dois lados, aquele que é assustador e monstruoso, mas ainda assim cada vez mais especulado pelas notícias; e o lado do indivíduo, que fechado na sua individualidade cultivada e informada, julga ter algum papel activo na sociedade, esquecendo-se da sua pequenez. Desta forma questionamos qual é o papel de cada um de nós em questões importantes, mas que se passam do outro lado do mundo. E assim se assiste a uma clivagem entre pai e filha que discutem manifestações e motins pelo Não à guerra no Iraque. 

Ainda assim julgo que nada prepara o leitor para os episódios que o atingem e lhe abalam o fim do dia. O medo e o perdão, juntamente com a fragilidade da vida, que talvez pautem todas as considerações e decisões do personagem ao longo do livro,  não deixam adivinhar o desenlace final e as diferenças entre um Perowne confiante que madruga e se coloca à janela e um Perowne mais frágil que se aninha na mulher e aceita que o futuro nem sempre está nas nossas mãos.



Opinião "O Conde"

Oh pah, este Conde passa a perna a tantas histórias que tenho lido ultimamente. Que enredo maravilhoso, que espectacular escapadinha pela Escócia e que delirante história de amizade, confiança, amor e perseverança. "O Conde" e a Lady Justiça já me tinham deixado curiosa em "O Espadachim" mas aqui fizeram com que me rendesse por completo a este amor que tardava em se revelar. 


Colin Gray, Conde de Egreemor, tem sido desde alguns anos o orientador sereno e compenetrado das acções do Clube Falcão mas os recentes acontecimentos no grupo e na sua vida pessoal fizeram com que a sua atenção recai-se sobre as suas obrigações para com o seu título, sendo uma delas o cumprimento de uma promessa antiga, a de desposar a filha de um velho camarada de armas do falecido pai. 
 Longe de querer ser alvo de quaisquer propostas de casamento está Emily Vale, filha solteirona e reclusa amante de livros de um Lorde indulgente que sempre permitiu que a filha se tornasse um ser pensante numa época em que a mulher nenhum direito tinha, nem o de agir segundo os seus pensamentos e escolhas. Por isso quando o Colin, um velho amigo do passado, aparece na sua sala de estar com um pedido de casamento a sua resposta não poderia ser outra... NÃO! 
 Forte, independente e dona de uma opinião versada sobre o mundo que a rodeia, Emily não é so uma solteirona que afasta pretendentes mas a famosa planfletista Lady Justiça que escreve em nome dos que não têm voz, das mulheres ao mais masculino dos operários, do trabalhador do porto de pesca ao pastor das terras altas escocesas. 

 No entanto, este novo capítulo pela verdade na intriga que envolve o Duque do Diabo, junta Emily e Colin numa corrida pela sua própria vida. Por entre fugas a cavalo, noites sem dormir e serem confundidos com criminosos, estes dois vão perceber que os anos que passaram separados em nada diminuíram o que sempre sentiram um pelo outro, mesmo quando cada um acredita piamente que o outro o odeia. 

E a história de Colin....opah ☺ adorei que a história deles tivesse começado em tão tenra idade. 
 E a dinâmica entre eles...é simplesmente espectacular!! Já tinha gostado bastante desse detalhe no casal anterior. 
Agora, só falta descobrir o mistério do Duque do Diabo e eu tenho a minha teoria. Será que estou certa?? 
Vamos esperar para ver?

Nota: sinto que me faltam livros antes deste. Queria ter lido a história dos outros membros do Clube do Falcão para assim ter pequenos vislumbres destas magníficas personagens e assim ir aposentando os diversos membros até só restar o nosso Belo Conde, consorte masculina nesta dança de casmurros que conhecemos em O Conde

"O Conde" é o segundo livro da série O Duque do Diabo de Katharine Ashe, uma novidade

Relembro a opinião ao livro "O Espadachim"

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Novidades Topseller Novembro Parte 1

Como andamos atrasadas nas novidades, desta vez vamos condensar as coisas boas todas num bolinho único.
Tipo bomba calórica literária :D


Duas mortes aparentemente desligadas entre si juntam novamente Olivia Rönning e Tom Stilton numa investigação de contornos surpreendentes.

Griffin York, o Duque de Halford, não tem qualquer intenção de se casar, mas a sua diabólica mãe obriga-o a escolher uma noiva entre as jovens de Spindle Cove.
Continuação da série Spindle Cove que já conta com três livros - Uma Noite para se Render, Sete Dias para Se Apaixonar e Romance ao Anoitecer

A Dark Net existe! Ninguém sabe o que realmente contém, mas estão prestes a descobrir que o Inferno na Terra está a apenas a um clique de distância.

Para a inspetora Helen Grace, este dia vai tornar-se uma corrida contra o tempo. Quem vive? Quem morre? Quem será o próximo? O relógio não para...
A série da detective Helen Grace já conta com 6 livros.

Um livro Topseller #Bliss
A Meg é a típica nerd de ciências que sonha mais com as estrelas lá em cima do que com o mundo cá em baixo. Mas está prestes a receber uma missão carregadinha de realidade!

Estes livros já se encontram disponíveis nas livrarias desde o início de Novembro.

Amigo Secreto Literário


Quem nos segue no Facebook sabe que iniciámos esta semana cheias de ideias e já com um cheirinho a Natal.
Depois da votação sobre o melhor método para realizar esta iniciativa, aqui fica o formulário e todas as informações necessárias para quem queira se inscrever no 1º Amigo Secreto Literário do Efeito dos Livros


Informações SUPER importantes:
- As inscrições são até dia 22 de Novembro. 
- Os amigos secretos vão ser emparelhados e as moradas enviadas até dia 30 de Novembro.
- O envio do livro para o amigo secreto literário deve ser feito até ao dia 15 de Dezembro.

Para mais informações, vejam as FAQ's que se encontram após o formulário. 



FAQ's
Perguntas que toda a gente tem, que toda a gente faz e que assim não precisamos responder mil vezes :) 


Em que consiste o Amigo Secreto Literário do Efeito dos Livros?
Quem é que nunca participou numa troca de prendas dos amigos secretos? Todos os jantares de natal deviam ter um!
Para quem não está bem a ver o que é, o Amigo Secreto é o jogo em que se sorteia aleatoriamente a quem se vai dar uma prenda e toda a gente recebe um miminho surpresa do seu amigo secreto. No nosso caso, o miminho será...um LIVRO!!
Cada participante recebe uma morada e tem que enviar um livro para o seu amigo secreto literário até dia 15 de Dezembro

Como vão ser sorteados os Amigos Secretos Literários?
Toda a gente interessada tem de preencher o formulário com o seu nome, email e morada e género de livros que ama/odeia até dia 22 de Novembro. Após a recolha dos dados de todos os participantes, aqui a idiota da metade colorida (que foi quem teve esta ideia!) vai ter o trabalhão de vos emparelhar com outro/a leitor/a do Efeito dos Livros.
Será um sorteio do género A envia ao B, B envia ao C e por aí fora até o último enviar ao A. 

Como posso participar?
Inscrevendo-se no formulário presente nesta página até dia 22 de Novembro. 
Depois dessa data bem que podem pedir com muito jeitinho mas não vai dar para vos incluir nos amigos secretos literários deste ano.

Quando vou saber o nome e a morada do meu amigo secreto literário?
Assim que tenha tempo irei arranjar uma maneira de vos juntar, baralhar e emparelhar com um amigo secreto e depois envio-vos um e-mail com a morada que vos calhou. A pessoa a quem vão enviar o livro não será a mesma que vos enviará a vocês. 
Os emails serão enviados do email amigosecretoefeitodoslivros@gmail.com até ao dia 30 de Novembro.

Como é que escolho um livro para uma pessoa que nunca vi??
Essa é a parte que fica entregue a cada um dos participantes do amigo secreto literário. Podem escolher um livro que toda a gente gosta, um livro que vocês gostaram muito, um livro que começaram mas perceberam que interessa a outros mas não a vocês, um clássico, um bestseller, um livro que vai virar filme….o que vocês acharem melhor.
O livro pode ser novo ou em segunda mão. PEÇO que sigam a máxima “não façam aos outros o que não querem que vos façam a vocês”, por isso, não enviem a ninguém um livro a cair de maduro (velho), um refugo esquecido nas páginas do tempo ou algo que não esteja em condições.
Querem sorrir quando a prenda do vosso amigo secreto literário chegar? QUEREM!? ÓPTIMO….é o que toda a gente quer, por isso, façam a vossa parte!
Para facilitar o processo de escolha, pedimos que toda a gente que preencha o formulário inclua um género que gosta e outro que detesta.
Exemplo "Gosto Romances históricos / Detesto Policias"
"Gosto de Terror / Detesto livros lamechas"

Eu gosto de tantos géneros que não sei o que colocar no formulário! Ajuda-me!!!
É simples, coloca qualquer coisa que possa ajudar o teu amigo secreto a encontrar o livro ideal para ti. Podem dizer que gostam de romances ao género do Nicholas Sparks, que adoram Young Adult, que gostam dos policiais com detectives femininas ou que tudo o que mais queriam era diversificar a vossa cozinha com novos livros de culinária.
O mesmo se passa com os livros que não se gosta. Seja géneros, títulos ou autores, ajudem o vosso amigo secreto a não comprar aquele livro que só usariam como base dos tachos.

Então mas além de comprar um livrinho ainda tenho de o enviar! E o envio ainda é muito caro?
FAÇAM OS ENVIOS EM CORREIO EDITORIAL (info valores) / O pessoal nos correios por vezes faz-se de desentendido mas peçam a taxa de livro. Tenham atenção que para efectuarem o envio com essa taxa apenas podem enviar o livrinho num envelope novo ou embrulho que possa ser aberto para verificação postal (habilmente atado com um laço e sem fita cola). Se quiserem ser mais fofinhos ou até criativos, podem fazer um envio normal e adicionar um postal, um marcador ou uma caixinhas de chocolates.
Cada um sabe de si e da sua carteira :) 

 Como é que sei que não vou gastar dinheiro com o meu amigo secreto literário mas no fim acabar por não receber um livrinho que alguém tem de me enviar?
NÃO SABES! Eu sei É UMA TRETA mas pode acontecer.
O amigo secreto literário é para ser levado a sério, por isso, peço que todos os envolvidos o façam com a maior seriedade possível. 
Espero que ninguém tenha esse problema e que toda a gente receba o livrinho que o amigo secreto lhe enviou.
Caso contrário, lembrem-se que eu sei quem é que ficou com quem E TENHO MORADAS e CALHAMAÇOS capazes de partirem joelhos, por isso, não me tentem!

Mas tenho de enviar livros para estrangeiro?
Não. Infelizmente não vamos conseguir levar isto além fronteiras. Amigos e seguidores que estão em outros locais desta maravilhosa terra, as minhas mais sinceras desculpas, mas enviar livros para fora de Portugal é o terror!
No entanto, se a vossa mãe, avó ou tia ainda tem morada em Portugal, façam favor de se inscreverem e participarem na mesma. Se vierem a casa no Natal vão ter mais um presente para abrir :)

Até quando é que tenho de enviar o meu presente para o amigo secreto literário?
Até dia 15 de Dezembro.
Depois de receberes a morada podes escolher o livrinho e enviar. Convém que toda a gente cumpra os prazos para que dia 15 de Dezembro toda a gente que participou já tenha recebido o seu presente.

Sou uma despassarada e esqueci-me de enviar o livro. O que faço? 
VAI A CORRER AOS CORREIOS E REZA PARA QUE O LIVRO CHEGUE AO DESTINO. Não queremos ver ninguém triste.

(Peço que após o dia 15 de dezembro, caso não tenho recepcionado o vosso miminho, entrem em contacto comigo para eu verificar quem ficou de vos enviar um miminho e ir buscar o calhamaço para o caso de ser necessário partir para a violência)

Ok já enviei o miminho. E agora, o que devo fazer?
Esperar :) Agora é mesmo esperar que o Sr. Carteiro chegue com o miminho que o teu amigo secreto literário te enviou.

Uhuhuh recebi o meu miminho. Afinal ninguém me passou a perna e recebi um livro. O que devo fazer?
Partilhar uma foto no nosso facebook!! De preferência num ambiente bem natalícioliterário :) 

Recebi o meu miminho mas o meu amigo secreto enviou-me um livro da treta. O que devo fazer?
“Dá ao próximo e não ao mesmo!” - Infelizmente as prendas têm esse lado menos positivo. Por vezes ninguém acerta no que gostamos e ficamos a braços com um monte de tretas. Um livro é um livro. Não fiques triste se recebeste um livro antigo, que já leste ou pouco interessante. Tenta encontrar algo de bom em todas as coisas da tua vida :) profundo neh!? :P especialmente se recebeste um livro de auto-ajuda.
E podes sempre oferecer o livrinho à tia que te oferece meias todos os anos (eu gosto de meias, para mim não é um problema!)

 O meu amigo secreto literário vive na mesma cidade que eu? Será que posso entregar-lhe o miminho em mãos? 
Oh meus amigos, força!! Troquem uns mails, bebam um café e falem de livros.
Se o teu amigo secreto afinal for um amante de policiais serial killer, não me culpes. Se por acaso encontrares o amor da tua vida literária, fica a saber que a tua primeira filha deverá ter o nome da Rainha do Gelo, Elsa :D

Quem tiver mais alguma pergunta que não se encontre aqui, se faz favor, fala connosco no Facebook. 

A todos os participantes do Amigo Secreto Literário, o Efeito dos Livros deseja-vos um feliz e santo Natal na companhia dos que mais amam, rodeados de livros e comida.

Boas leituras :)

“A Queda de um Homem” de Luís Osório :: Opinião



"Ela esforçou-se por executar o primeiro movimento. (...), sabia que precisava de se apressar porque o primo tentaria entrar no seu espaço e ela não lhe desejava fazer mal, só matá-lo o que pouca importância tinha, já o vira morrer antes. 
(...) Uma mão oferece-se à outra mão, intimidade que a levou a contorcer-se ligeiramente, um indecente formigueiro misturado com o medo de lhe tocar, de a porta de abrir e ele a possuir. (...) Quer e não a quer. Amar o que nunca será consumado é o seu campo de batalha, a sua especialidade e conforto, um amor não correspondido. (...) Há muitas maneiras de sobreviver quando a vida parece um poço. Sofrer é uma delas (...)"

Sofrer é uma das palavras de ordem neste «A Queda de um Homem». Um homem e uma mulher que em todas as suas potencialidades, mas também em todas as suas formas defeituosas de viver e sofrer, são palco e metáfora para todos nós. Um romance em que a sua estrutura desafia a resiliência do leitor em ser constantemente baralhado, chocalhado e posto novamente no caminho para tentar compreender quem busca compreensão e confundindo-se nas suas próprias preocupações. Este primeiro romance de Luís Osório é como uma descida aos confins dos pensamentos de cada um e um vir à tona com tantas ou mais dúvidas que pautam os dias de quem se questiona e busca um sentido para a vida. 

"(...) A marcha acelerada do comboio disfarçara o descabido ruído de que nunca mais se lembrara. A hipótese de existir uma outra carruagem, as feridas cicatrizadas, o vendedor de botões, a maneira como cortara um homem às postas, as pessoas lá fora, a visão do apocalipse, o anão que era gigante (...) A prima condenara-o a morrer dentro de um sonho. (...) Há força de tanto fantasiar talvez tenha criado uma maneira de penetrar nos sonhos dos outros."

Se pensarmos no comboio tantas vezes referido neste livro, como uma metáfora para o que se apanha
e o que se perde durante a vida, possamos perceber o jogo confuso com carruagens que o homem vê e deixa de ver e outras que não sabe se existem. Tal como tantos acontecimentos na vida. E o sonho, que impacto tem o sonho nos nossos dias? Se à força de sonharmos muitas vezes formas capazes de viver dentro do sonho ou transformá-lo em realidade? Será assim? Será essa parte da mensagem que acompanha a decadência destes dois personagens?

Por outro lado, esta prima, esta mulher meio enigmática e "aleijada", presa a uma cama, tem o dom de escrever, criando histórias, o que leve a leitor a pensar no papel do escritor e do quanto as histórias que os livros encerram podem contribuir para a reinterpretação da vida e dos dias, que atrás uns dos outros, se somam e seguem e por vezes nos comem os significados que buscamos. 

“Um escritor inventa histórias, especula com as palavras e faz nascer vidas que antes de as pensar não existiam. Um tempo difícil para os escritores, a maioria exige carne e o osso, coisas que a televisão torna reais, sangue a sério. Uma ironia. Porque é no tempo em que tudo parece virtual e volátil que se exige que tudo seja implacavelmente real. Ser escritor é não capitular a tal mentira, é recusar escrever a partir da realidade (o lugar em que a verdade melhor se esconde).”

Percebemos ao longo da leitura, que exige e espreme o leitor, a ironia latente em toda a narrativa, já que é difícil, se não impossível, descortinar quando é realidade ou sonho, quando a personagem vive ou habita o sonho, e se o seu ou o do outro. Este estranho real que se confunde e esconde as verdades dos personagens, terminando sem que o leitor compreenda ou possa afirmar, com certezas, tudo o que aconteceu naquilo que acabou de ler. 


Um livro TEOREMA.




Opinião "O Ódio que Semeias"

"Sejam rosas que crescem no cimento" 
 É com a última frase dos agradecimentos e referência a Tupac Shakur, que abro a minha opinião sobre o magnífico "O Ódio que Semeias".

Por vezes parece fácil ficar alheia a coisas que acontecem do outro lado do mundo mas acho que acima de tudo isso acontece porque nunca fomos confrontados com esses eventos ou as situações que os causaram mesmo debaixo do nosso nariz. O meu bairro é seguro, eu não fui criada ao som de tiros ou ensinada a temer a Polícia.
A Starr Carter não pode dizer o mesmo. Quando tinha 12 anos o pais tiveram duas conversas com ela, uma sobre "como nascem os bebés" e outra sobre como agir se a polícia alguma fala-se com ela.
Mantém as mãos à vista, nada de movimentos súbitos e fala só quando falarem para ti.
Pode parecer-nos exagerado mas Starr levou a sério os ensinamentos dos pais e embora nunca tenha necessitado de fazer uso dessa informação, teve-a sempre presente enquanto cresceu no bairro de Garden Heights, um local onde gangues rivais disputam território, a droga é moeda de troca e onde raramente os jovens chegam à maioridade sem se meterem em algum problema, acabarem na prisão ou mortos.
A família Carter tem feito os possíveis para dar aos filhos um futuro melhor e embora mantenham as suas raízes no bairro, Starr e os irmãos estudam numa escola fora do bairro, rodeados de brancos "de boas famílias". Mas se durante a semana fazem vida na Williamson, o resto do tempo é passado no bairro e é numa dessas noites que tudo muda e Starr se vê obrigada a repensar toda a sua vida, assim como modo como vê o mundo que rodeia,
Um amigo de infância jaz baleado no chão, o segundo em apenas 16 anos, um polícia branco aponta-lhe uma arma e Starr congela no tempo sem conseguir acreditar no que está a acontecer.
E nós também não! 

Nunca fomos confrontados com tal sentimento e na pele de Starr somos sugados para o momento, para a confusão e dor que se cria na sua cabeça, para a raiva que se acumula e se agita no seu peito e para a luta que se trava entre honrar a memória do amigo ou manter-se em segurança.

"Sempre que estou inteira e de volta ao normal, acontece algo que me desfaz, e sou obrigada a começar tudo de novo"

Starr, ao seu jeito cru, teen e sincero coloca a nú as dificuldades de viver no seu mundo, de tentar ser fiel à sua educação e sentido de comunidade, enquanto por outro lado mantém a fachada numa escola onde miúdos negros baleados pela polícia é algo que se vê na TV e se esquece assim que se muda de canal, até porque provavelmente "era traficante e estava a pedi-las"
Dos vários momentos que tive vontade de dobrar cantos neste livro, especialmente nas cenas que envolvem a família Carter, dei comigo a fixar o momento em que Starr refere que não acredita que seja possível alguém ser culpado do seu próprio assassinato.
E é esse o foco principal de "O Ódio que Semeias", uma história actual, não só sobre os que são injustamente perseguidos mas também sobre os que cá ficam a chorar uma vida perdida e a sua incapacidade de se fazer ouvir, de pedir justiça.

"O ódio que semeias" é uma chapada na cara que nos faz pensar no quanto somos privilegiados por termos tido a oportunidade de nascer onde e como nascemos.
É triste pensar que uma vida humana se perca assim porque continuamos a alimentar preconceitos e ideias feitas sobre as pessoas só pela sua cor da pele, o seu aspecto ou o sítio de onde vêm.
Aqui o amigo de Starr chama-se Khalil mas quantos Khalil não morrem todos os dias?
Quantos ombros se encolhem perante a notícia de mais uma morte de um miúdo num bairro problemático?
E agora pergunto eu...
quantas mentes se podem abrir com a leitura deste livro?
IMENSAS!
Se Angie Thomas se inspirou no Tupac, um activista que transmitia a sua mensagem através da música, então inspiremo-nos em Angie Thomas para contribuir para a educação de muito boa gente, especialmente de quem temos em casa e que olha para o mundo através de um filtro que ajudamos a criar.

"O ódio que semeias" nas crianças lixa toda a gente, dizia o Tupac, reforça a Angie e eu concordo.
Não é altura de mudar?

I come here today to talk about how I feel And I feel like that we are treated differently than other people And I don't like how we’re treated Just because of our color doesn't mean anything to me

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E o Filme?
Já está a ser rodado e vejam algumas das fotos que têm sido partilhadas no Instagram aqui

Pronto, agora vou fechar a matraca e dizer "favor incluir O Ódio Que Semeias na lista de presentes para este natal".

Uma novidade
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Vencedores Passatempo 10mil seguidores Facebook


Mea Culpa de Carla Pais
Graciosa Reis 

O regresso da Primaver​a de Sveva Casati Modignani​​
Magna Viegas

​As Duas Vidas de Sofia Stern ​de ​Ronaldo Wrobel  
​Joana Chaves

O Ódio que Semeias de Angie Thomas
Rui Miguel do Rosário Alves

​​O Fabricante de Bonecas de Cracóvia de R. M. Romero
Rita Gomes Costa

Comer, Mexer-se, Dormir de Tom Rath
Marcia Ferraz
​Pack Planeta - ​As Mulheres do Castelo, A mulher do meu marido, Foste sempre tu e Se conhecessem a minha irmã
Marisa Almeida

Dieta Sem Gluten
Sílvia Afonso
Ser Feliz no Alaska
Patrícia Vidal Pinto

3 Mosqueteiros (3 Livros)
Teresa Rómulo Ávila
Sara Santos
Fabi Valente

O Duque Mais Perigoso de Londres ​de​ Madeline Hunter
Ana Jorge

Livro das Mentiras ​de Teri Terry
Ana Marques

​​Mitomorphia do ​Kerby ​Rosannes
Manuela Santos

​​O assassino do Crucifixo ​de ​Chris Carter
Tânia Maia

Treina o teu cérebro Pack (3 Livros)
Daniela Fragoso 

​​As Memorias de uma cortesã​ de ​Wray Delaney
Joana Duarte
O anel dos Löwenskölds​ de Selma Lageröf
Cristina Serra

Corrupção de Don Winslow
S​andra Gomes


Todos os vencedores já foram contactados por email.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

«Os livros das nossas vidas» de Mendo Henriques e Nazaré Barros - Opinião


"Afinal, o modo correcto de ler é o que satisfaz a nossa necessidade. A leitura apressada, lenta ou cuidadosa, depende dos nossos objectivos. Escreveu Francis Bacon: «alguns livros são para ser degustados, outros engolidos e outros ainda mastigados»."

Pequeno, conciso e variado assim é este «Os livros das nossas vidas». Um compêndio generoso de diversas sugestões de leitura, espalhadas por várias áreas e para serem degustadas consoante a nossa vontade ou não fosse este livro ser apresentado como uma roda dos alimentos, sendo os livros, nas seus mais variados conteúdos, as diferentes fracções da roda dos alimentos. 

"Transportamos recordações e, através delas, construímos narrativas do que somos, do que vivemos e do que queremos vir a ser e a fazer. 
Bibliotecas e livrarias são os locais destas memórias. (...) Retiramos um livro da prateleira, consultamos, lemos, anotamos, e repomos como numa despensa organizada e repleta de sabores, condimentos e aromas."

Por isso, arrancamos para a leitura com duas perguntas: «como é a nossa dieta?» e «se tivermos o prato vazio, o que vamos lá colocar?». 
Fácil, percebi logo que o meu ficaria recheado de hortícolas e frutas, ou seja, romances e outras ficções e alguns romances cheios de fibra. Mas como é óbvio, uma dieta saudável precisa de variedade e pequenas pitadas de coisas diferentes que exponham o indivíduo a novos apetites. Também seria fácil: alguns ensaios e poesia.

Mas também entendi que o melhor tempero são as personagens: aquelas cheias de força, de indecisões, dores e tormentos ou então vidas cheias de absurdo, de ridículo; personagens que fazem um romance ganhar força e fibra.

"Em Conversa na Catedral (1969), de Vargas Llosa, temos de viver com as personagens, dar a mão aos figurantes e caminhar com eles, tomar partidos pelas personagens, rir e discutir, viver uma experiência abrangente, porque a relação é intelectual e emocional. É preciso consentir que as personagens ganhem vida na nossa imaginação e seguir-lhes o rasto de modo a saborear os diferentes paladares da obra."

Se o tempero característico e de base, que dá sabor ao prato são as personagens, o condimento que acusa se a narrativa está no ponto ou não, é a quantidade de sal, certo?; então aí temos uma mistura de sais, conspiração, intriga, suspense... e chegamos aos mestres desses despertares, onde os crimes espreitam a cada esquina e o leitor consome páginas vorazmente, garfada, atrás de garfada.

"O suspense aguça o raciocínio e aumenta a concentração. Todos os neurónios se agitam e a curiosidade intelectual vai-se adensando à medida que o suspense aumenta (...)
A atitude interrogativa na literatura policial e de espionagem é absorvente. Somos levados a analisar o caso, levantar hipóteses, verificar perspectivas, relacionar pistas..."

Nada melhor que um policial para digerir o jantar e o stress acumulado de um dia de trabalho. Ler implica desligar do resto e concentrarmo-nos ali, naquelas vidas, naquele enredo e relaxar do nosso próprio enredo. 

"Ler implica saber ouvir, disponibilidade para seguir a outra voz e nos deixarmos levar pelos seus caminhos, não de um modo passivo, mas tentando compreender o outro acima de tudo, sem urgência de nos pronunciarmos, actividade cada vez mais rara."

Ou seja, ler melhora a alimentação e o estado de espírito, em suma, faz de nós, leitores, melhores pessoas, mais sensíveis, mais despertas para a linguagem e os sinais do outro.

"(...) é importante não resistir ao efeito da literatura. Devemos deixar que a narrativa nos comova. O romancista maximiza as ambiguidades latentes da linguagem para alcançar a riqueza e a força da vida interior..." 

Este pequeno livro de Henriques e Barros dão uma visão alargada do poder dos livros nas nossas vidas, sejam eles romances que alegram e dar cor ao nosso prato ou grande épicos que nos enchem de fibra e energia, tal como as proteínas dadas pela filosofia ou os livros de História, sem esquecer os deleites com o teatro e a poesia ou as digestões mais difíceis e trabalhosas dos grandes temas da Humanidade que o jogo da informação actual nos oferece ou os caminhos sinuosos das Religiões. 

Seja qual for o foco de cada leitor, o recomendado é que se varie e e se saboreei o melhor da cada mundo. 

"Comecemos pela epopeia de Gilgamesh, gravada em tabuinhas sumérias em 2000 a. C., embora a narrativa date de 2750 a. C. Após muitas aventuras, Gilgamesh chora a morte de Enkidu, seu companheiro,. Incapaz de aceitar a aniquilação, o herói começa a busca pela vida eterna. Quem encontrou na sua caminhada, incita-o a apreciar a vida (...)"

E talvez seja essa a maior saga do leitor: procurar a imensidão da vida eterna, vivendo muitas vidas através dos livros, ou, aproveitar a vida, gozando os livros e o quanto eles ensinam a aproveitar o agora, através de lições e exemplos de superação que nos ensinam a relativizar. 

"Ler poesia é escutar, conversar, dialogar. Não é um monólogo, antes um contacto com outro mundo (...) Os grandes livros de poesia são aqueles que contêm as grandes ideias ou as ideias que vão ao encontro das nossas inquietações. O poema tem essa mesma função: elevar, transportar a outros estágios, causar bem-estar. Todo o poema é uma lição de vida. (...)
Quem lê poesia, vive menos cansado das coisas bruscas da vida."